Menu
24 de setembro de 2020
10º min
16º min
19/06/2020 às 10h12

Fazenda que abrigava pistoleiros armazenava armas e tinha até bunker


iviagora - Dourados News

Fazenda denominada “Três Cochillas”, localizada na região de fronteira entre Brasil e Paraguai, servia de abrigo para pistoleiros e depósito de armas de grosso calibre usadas pelo grupo liderado por Fahd Jamil, considerado o ‘Rei da Fronteira’. O local era ainda estruturado com passagens secretas subterrâneas e possuía um bunker. 

As informações constam nas investigações realizadas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), resultando na terceira fase da Operação Ormetà. 

Dourados News teve acesso à denúncia realizada à Justiça pelo MPE (Ministério Público Estadual). Nele, são apontados dois núcleos de pistolagem em Mato Grosso do Sul, um comandado em Campo Grande e outro em Ponta Porã. 

Fahd e o filho, Flávio Correia Jamil Georges, seriam os responsáveis pela organização na região de fronteira, enquanto Jamil Name e Jamil Name Filho – presos na primeira fase da operação e cumprindo pena no Presídio Federal de Mossoró (RN) -, cuidavam das ações na Capital. 

De acordo com o documento, “consta dos autos (fls. 585 e segs.), que a organização criminosa de Ponta Porã usa a propriedade rural de propriedade de Fahd Jamil, denominada “Fazenda Três Cochilhas”, localizada em tal Município, como abrigo para diversos “pistoleiros”, a qual se localiza em um ponto estratégico e, segundo investigações e atividades de inteligência, é uma região onde transitam homens fortemente armados”, relata parte da denúncia. 

Conforme o MPE, o acesso dessas pessoas à propriedade é constantemente monitorado por integrantes dessa organização, na tentativa de evitar ações policiais que resultassem na apreensão de armas e outros objetos. 

A propriedade, conforme aponta a denúncia, também servia de abrigo a foragidos da Justiça, dois deles com mandados de prisão expedidos em fases anteriores da Operação Ormetà.

Terceira fase

Ontem, ação envolvendo policiais do Gaeco, Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), Bope e DOF, deram cumprimento a 18 mandados de prisão preventiva, dois temporários e outros 20 de busca e apreensão, esses, nas cidades de Ponta Porã, Ivinhema e Campo Grande, além de Peruíbe (SP) 

Considerados pelo Ministério Público os ‘chefes’ do núcleo da fronteira, Fahd e Flávio não foram localizados. 

O objetivo da terceira fase da Operação Ormetà, denominada Armagedon e desencadeada na manhã de quinta-feira (18/6), foi de desbaratar organização criminosa atuante em Mato Grosso do Sul, especialmente na região de fronteira, dedicada à prática dos mais variados crimes, dentre eles o tráfico de armas, homicídios, corrupção e lavagem de dinheiro.