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20 de setembro de 2020
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14/08/2020 às 10h36

Bolsonaro está ‘99%’ decidido a voltar ao PSL e se reunirá com Bivar para acordo


iviagora

O presidente Jair Bolsonaro e parlamentares bolsonaristas estão com conversas bastante avançadas para retornar ao PSL, partido pelo qual se elegeram em 2018, mas acabaram se afastando em novembro de 2019, após desentendimentos com a cúpula da legenda.

Segundo apurou a CNN com fontes próximas ao presidente, ele está “99%” decidido a voltar para o PSL. O grupo de Bolsonaro diz estar na fase final da negociação dos termos do acordo com a direção nacional da sigla, o que espera concluir na próxima semana.

A negociação prevê que, de um lado, os bolsonaristas deverão desistir da criação da Aliança pelo Brasil, partido que tentavam criar, e das ações na Justiça contra a atual direção do PSL. Do outro, a direção da legenda revogará a suspensão de deputados federais.

Pelo acordo em discussão, esses parlamentares federais voltariam a ser filiados ao PSL normalmente, com todos os direitos e deveres partidários. Bolsonaro, porém, só deve se filiar de volta ao partido em dezembro, porque não quer participar das eleições municipais.

Como a CNN noticiou em 13 de julho, as negociações dos bolsonaristas com a cúpula do PSL começaram há mais de um mês. Elas estão sendo feitas entre parlamentares próximos a Bolsonaro e o 1º vice-presidente nacional do PSL, o advogado Antonio de Rueda.

Reunião com Bivar

Nesta quarta-feira (12), Bolsonaro chegou a receber Rueda no Palácio da Alvorada, em uma reunião fora da agenda oficial. A ideia é que, na próxima semana, o presidente também converse pessoalmente, em Brasília, com o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar.

Segundo apurou a CNN, a previsão é que Bolsonaro e Bivar divulguem uma carta conjunta oficializando essa reaproximação. Antes do encontro com o dirigente, o presidente deve se reunir com os deputados bolsonaristas para comunicar oficialmente a decisão.

O acordo costurado entre Bivar e Bolsonaro também prevê uma divisão de cargos na direção do PSL entre os dois grupos. A Executiva tem 14 postos considerados estratégicos, entre eles, os de vice-presidentes. Bivar, no entanto, deve continuar como presidente nacional da sigla.

Pelo acerto, os bolsonaristas se comprometeram a permanecer no PSL pelo menos até março de 2022, quando está prevista a próxima janela para deputados federais e estaduais trocarem de partidos sem o risco de perderem seus mandatos.

Na tradicional live nas redes sociais na noite desta quinta-feira (13), Bolsonaro começou a preparar o terreno político para esse retorno ao PSL. O presidente admitiu estar conversando com o partido e afirmou que não pode “investir 100% no Aliança (Pelo Brasil)”.