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31 de outubro de 2020
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29/09/2020 às 21h20

Policia Civil cumpre mandado de busca e apreensão em investigação que se apura esquema de corrupção e desvio de milhões em dinheiro


iviagora

Em Ivinhema, nesta terça-feira (29), a Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão num escritório, em apoio à "Operação Raio X" realizada pela Polícia Civil do Estado de São Paulo e MPE-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), por meio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Os mandados de prisão e busca e apreensão foram cumpridos nos estados do Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Segundo a Polícia, a investigação apura esquema de corrupção e desvio de milhões em dinheiro envolvendo agentes públicos em prejuízo da Saúde do Estado de São Paulo. O mandado foi expedido pela Comarca de Birigui (SP). 

Em Ivinhema, o mandado foi cumprindo em um escritório suspeito de envolvimento com lavagem de dinheiro do esquema da corrupção. No local foram apreendidos vários documentos relacionados com a empresa sob investigação, um aparelho telefônico, pouco mais de R$ 30 mil vivo, 25 munições calibre 38 e seis munições calibre 22, estas últimas identificadas como sendo de propriedade de um funcionário do escritório que não se encontrava no local.

Após a apreensão, todos os documentos e bens foram encaminhados para o Estado de São Paulo, onde concentram as investigações, com exceção das munições as quais ficaram apreendidas na Delegacia de Ivinhema para apuração de crime de posse irregular de arma de fogo de uso permitido.

Sofisticado esquema de corrupção, diz Ministério Público

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, a investigação durou aproximadamente dois anos, período em que foram levantadas informações que indicam a existência de um sofisticado esquema de corrupção envolvendo agentes públicos, empresários e profissionais liberais, bem como de desvio de milhões de reais que deveriam ser aplicados na saúde.

O esquema envolve uma OS (Organização Social) que administra hospitais e clínicas em várias cidades do país.

Os donos são suspeitos de pagar propina a agentes públicos para conseguir os contratos que, em geral, são superfaturados.

Os crimes investigados são fraude em licitações, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

De acordo com um balanço parcial divulgado, foram apreendidos R$ 1, 2 milhão e 53 prisões foram cumpridas até as 18h30 desta terça-feira. Duas aeronaves foram apreendidas, uma em Congonhas e outra em Jundiaí (SP).