Condenado por mandar matar agente penitenciário é morto com 4 tiros pela polícia


Marcelo Silva Gonçalves, de 45 anos, morreu após ser atingido a tiros por policiais militares do Batalhão de Choque na noite de sexta-feira (19), na Rua Antônio Burgos Villa, no Bairro São Conrado, em Campo Grande. Segundo o boletim de ocorrência, ele era suspeito de ter participado do roubo de um iPhone e foi localizado durante buscas realizadas na região. Esta é a 61ª morte decorrente de intervenção de agentes do Estado registrada em Mato Grosso do Sul em 2026.

Conforme o registro policial, equipes realizavam patrulhamento à procura de uma motocicleta vermelha utilizada no roubo quando avistaram um veículo com características semelhantes transitando na contramão. Ao perceber a aproximação da viatura, o condutor parou a motocicleta e desembarcou.

Ainda de acordo com a versão apresentada pelos policiais, Marcelo resistiu à abordagem. Em determinado momento, ele teria tentado sacar uma arma que carregava na cintura. O comandante da equipe fez quatro disparos contra o homem. Ele foi desarmado e socorrido ao Hospital Regional, mas morreu na unidade de saúde.

A perícia foi acionada e apreendeu um revólver calibre .38 com numeração suprimida e cinco munições intactas. Também foi constatado que a motocicleta utilizada por Marcelo era produto de furto registrado no dia anterior. Segundo a polícia, ele usava tornozeleira eletrônica, o que auxiliou na sua identificação.

Histórico - Conhecido pelo apelido de "Buguinho", Marcelo acumulava passagens pela polícia desde 2007. Entre os registros estão furtos, tentativa de furto, receptação, tráfico de drogas, associação criminosa, posse irregular de arma de fogo, falsidade ideológica e homicídios qualificados. A ocorrência foi registrada como receptação, tentativa de homicídio, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, desobediência, resistência e homicídio decorrente de intervenção legal de agente do Estado.

Em 2015, Marcelo foi preso suspeito de arquitetar a execução do agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça. Ele foi apontado pelas investigações como mandante do crime, pois tinha rixa pessoal com os agentes e estava insatisfeito com o tratamento recebido no presídio.

Em 2021, Marcelo foi condenado a 13 anos e 9 meses de prisão pelo crime. Já Robson Silva dos Santos, apontado como autor dos disparos contra o servidor, foi condenado a 21 anos de prisão. Não há informação se eles tinham sido beneficiados com progressão de regime.

O caso eleva para 61 o número de mortes decorrentes de intervenção de agentes do Estado em Mato Grosso do Sul neste ano. Ao todo, os registros estão distribuídos em 55 ocorrências.

Credito Campo Grande News 

Robinho (à esquerda), preso por atirar contra um agente penitenciário; Marcelo (à direita) foi apontado como o mandante do crime (Foto: Campo Grande News/Arquivo).