Chacina em Nova Casa Verde polícia aponta CV como mandante de morte de família


A Polícia Civil investiga se a facção criminosa Comando Vermelho (CV) ordenou a execução de três pessoas da mesma família dentro de casa, no distrito de Nova Casa Verde, em Nova Andradina (MS), no sábado (19). Depoimentos de suspeitos indicam que o ataque foi planejado e que os alvos eram procurados por meio de fotografias.

As vítimas são Eliane Franco, de 37 anos, a filha dela, Raissa Franco, de 21, e o companheiro de Eliane, Daniel Matos Alves, de 32. Outros dois filhos de Eliane estavam na residência: o adolescente de 14 anos que acabou baleado e um menino de 5 anos, que saiu ileso.

Os corpos das três vítimas apresentavam marcas de tiros na cabeça e nas costas. Conforme o inquérito policial, a cena do crime era compatível com uma execução sumária.

Os presos foram identificados como Karina Aparecida Chuba, de 34 anos; Bruno Gabriel Nunes Rocha, de 19; Carlos Kaike Antonio dos Santos, de 24; e Marcos Gabriel Antonio do Nascimento, de 22. Um quinto suspeito está foragido. O g1 não localizou a defesa dos investigados até a última atualização desta reportagem.

Premeditado e R$ 7 mil por execuções

Uma das presas relatou à polícia ter ouvido dois homens planejarem um ataque em Nova Casa Verde enquanto estava em um imóvel usado pelo grupo. Ela alegou que, na ocasião, não sabia quem seriam os alvos nem quando o crime ocorreria.

Outro suspeito afirmou que dois homens armados foram até a residência do grupo e mostraram fotos das pessoas que estavam procurando. Um dos investigados admitiu ter pilotado a motocicleta que levou o atirador e a arma até a casa das vítimas.

Uma das suspeitas confessou que integrava a facção há cerca de dois meses. Suas funções eram monitorar as ruas, acompanhar a movimentação da polícia e auxiliar na logística do bando. Ela revelou que receberia até R$ 7 mil pelo crime.

A investigada explicou que as ordens eram enviadas por celular e que os integrantes do bando não conheciam os chefes pessoalmente. Segundo ela, até as chamadas de vídeo eram feitas sem que o interlocutor mostrasse o rosto.

Possível vingança

A Polícia Civil também apura se o triplo homicídio foi motivado por disputa de território entre facções rivais. Inicialmente, um dos presos confessou aos policiais que integrava o Comando Vermelho e o ataque seria uma vingança pela morte de um comparsa.

Conforme o depoimento, o homem assassinado dias antes teria sido executado por membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). No entanto, durante o interrogatório oficial na delegacia, o suspeito recuou e negou fazer parte de organização criminosa.

A polícia ainda investiga essa versão. No muro em frente à casa das vítimas, os agentes encontraram a sigla "CV" pichada. A relação da pichação com o crime está sob apuração. Os policiais tentam identificar quem ordenou o ataque e o motivo de a família ter sido o alvo.

Fonte: G1MS