Meio Ambiente
Rio Pardo em alerta: macrófitas avançam e preocupam moradores em Ribas do Rio Pardo
O avanço das macrófitas, plantas aquáticas que cobrem a superfície da água, tem agravado a preocupação ambiental no lago da Usina Hidrelétrica de Mimoso, em Ribas do Rio Pardo, no Mato Grosso do Sul.
Imagens recentes feitas por drones mostram grandes extensões do reservatório tomadas pela vegetação. Segundo reportagem do site Vox MS, moradores e proprietários de ranchos relatam dificuldades para navegar, pescar e aproveitar as áreas de lazer. Também há relatos de aumento na quantidade de pernilongos na região.
Retirada da vegetação é considerada insuficiente
De acordo com a reportagem, apenas uma máquina está sendo utilizada na remoção das plantas. Técnicos consultados estimam que seria necessário retirar entre cinco e seis hectares de macrófitas por dia para começar a controlar o avanço da vegetação.
Excesso de nutrientes pode favorecer a proliferação
Um relatório técnico do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) aponta que o excesso de nutrientes na água, especialmente o fósforo, favorece a multiplicação dessas plantas aquáticas.
Entre os fatores mencionados estão lançamentos de efluentes, inclusive os associados à Suzano e à MS Pantanal/Sanesul, além de outras pressões ambientais.
Justiça determina medidas de contenção
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul obteve uma decisão judicial que determina medidas para conter e retirar as macrófitas acumuladas no Rio Pardo abaixo da barragem.
Em nota ao Vox MS, a Pantanal Energética informou que atua em conjunto com o Imasul, realiza a remoção mecânica da vegetação e desenvolve estudos técnicos para definir novas medidas de controle.
Preocupação com o meio ambiente
O avanço das macrófitas levanta questionamentos sobre a preservação do reservatório e os impactos para moradores, pescadores e frequentadores da região.
A população aguarda medidas capazes de conter o problema e reduzir os prejuízos ambientais, garantindo a conservação do Rio Pardo.
E você, acredita que as medidas adotadas até agora são suficientes para resolver o problema? Deixe sua opinião nos comentários.






