A ACP (Sindicato dos Profissionais da Educação Pública) realiza, hoje (23), vigília pela morte do professor de artes, Tiago Bianchi, em frente ao IMPCG (Instituto Municipal de Previdência) de Campo Grande.
Lutando pela preservação da vida dos profissionais da educação, os trabalhadores pedem medidas urgentes que garantam a saúde física e mental dos educadores.
O encontro será realizado às 16h na Travessa Pires de Matos, esquina com Avenida Ernesto Geisel, em frente ao instituto.
"A educação está um caos. Nós, professores, somos tratados pelo sistema como lixo, está na hora de mostrar quem precisa de quem", disse uma professora.
A profissional pede respeito a categoria desprezada quando solicita ajuda para tratamento da saúde mental.
"Somos educadores e merecemos o respeito devido. A educação está um caos [...] alunos especiais estão sofrendo porque o sistema acha que tem o direito de decidir a vida de nossos alunos. Professor fica doente e é ignorado. Chega! Vamos mostrar que somos uma classe unida", reforçou.
Morte do professor
Tiago Bianchi Silva Araújo, 45 anos, foi encontrado morto pela prima em seu apartamento nesta semana, em Campo Grande. Vizinhos sentiram falta do piano que ele tocava todas as tardes e encontraram uma carta e medicamentos ao lado do corpo.
Amigos denunciaram que Tiago tomou alta dose de remédios após passar por uma perícia no IMPCG pedindo afastamento ou mudança de função, mas o pedido foi negado.
O professor de artes realizava tratamento psicológico há 11 anos e já havia pedido ajuda antes, porém as solicitações anteriores não foram suficientes.
Em nota a Semed (Secretaria Municipal de Educação) informou que Tiago possuía exames, laudos, porém o pedido não atendeu aos critérios técnicos para a readaptação.
"Segundo o art. 24 da Lei nº 8.112/1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos Servidores Públicos Federais: “Readaptação é a investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental verificada em inspeção médica”, diz trecho da nota.
Valorização da vida
Um suicídio afeta ao menos seis pessoas que estavam ligadas à vítima. Se você estiver passando por problemas, procure ajuda.
O Grupo Amor Vida é uma ONG sem vinculação político partidária e religiosa que presta gratuitamente, desde 2001, através de voluntários, atendimento telefônico à pessoa em crise emocional, com garantia de anonimato e sigilo, objetivando a prevenção do suicídio.






